Os
conselhos de escola tendem a oferecer um avanço importante dentro da construção
permanente de uma escola mais democrática e inclusiva. A presença de pais,
alunos e da comunidade além dos profissionais da Educação na integração do
conselho é verdadeiramente um grande passo. Deixar de ser um aglomerado
obrigatório de pessoas que de vez em quando tem que se reunir; e avançar para
um espaço de discussão da educação é um pontapé importante.
Durante
muitos anos, discutir as políticas públicas setoriais sempre foi tarefa
daqueles que fazem parte dessas políticas. Mas, contrariamente a essa idéia,
nos últimos anos alguns profissionais e pensadores conseguem discutir que o
maior ganho vem quando os setores conseguem se abrir ao olhar novo e
multifocal.
Claro que
a mudança institucional vem junto com a mudança pessoal e principalmente
profissional. Pessoas em determinados cargos e áreas precisam ter a humildade
de reconhecer que não sabem ou dominam tudo. Isso é um processo histórico, mas
imprescindível.
Portanto,
ter os pais e responsáveis junto da discussão de uma política que nunca vai
estar pronta, como a da Educação, que é constantemente testada a mudar junto
com o próprio processo da vida, é no mínimo, um enorme avanço histórico. Os
pais que sempre depositaram seus filhos nos bancos escolares no último século,
são os mesmos que são chamados à presença e à responsabilidade casada,
conjugada com a escola. Apesar de serem duas figuras femininas, a escola e a
família, tem papéis de pai e mãe em uma concepção mais subjetiva de educar. Se
uma oferta conhecimentos e valores a outra também, porém cada uma, de seu modo,
e dentro do que se propõe. Na medida em que uma das partes falha ou fica
desleixada, a outra se sobrecarrega.
Assim,
vem muito bem o hábito de discutir democraticamente as questões e ações. As
legislações existem para ser cumpridas e também modificadas sempre que não
condizerem mais com os anseios e necessidades de uma sociedade. Dessa forma,
participar é poder contribuir para o histórico processo de mudar aquilo que
podemos e devemos.