sexta-feira, 6 de maio de 2011

Seu medo, meu olhar...

Seu medo tomou conta da razão,
da emoção
da vontade
da vida
Tomou conta de tudo.
O medo paralisou
Deixou tudo como estava,
o dia nublado,
o coração apertado,
Deixou de lado a vida por vir
O medo tocou fundo
Trouxe consigo as lembranças,
tempestades,
noite para os dias de sol,
calmaria turbulenta
O medo teve força
Criou raiz,
amargura, 
fome,
dor,
pavor.
O medo saturou,
Esparramou,
Deixou rastro.
No rastro que o medo deixou
Nasceu uma flor,
ficou no chão,
Cresceu,
Perfumou,
Acordou o coração.
E o medo sem saber ficou fraco, velho,
Não morreu, não matou.
Quando jovem, tudo pôde,
Cansado, se curvou.
Permitiu que o arrojo do pulsar tomasse a frente
O medo relutou!
O jovem e guerreiro,
Libertou amarras, correntes que o medo enrolou.

A flor tomou o foco e o medo, 
Devagar
A trilha clareou, 
A porta abriu.
O coração explodiu:

Saudade
Coragem

Chegou a primavera,
A flor desabrocharam!!!!


Texto: Cláudia Zimmermann

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